Luanda - A central sindical angolana lançou, neste fim de semana, um alerta sobre a necessidade urgente de reforçar a fiscalização ao cumprimento do salário mínimo em diferentes sectores da economia nacional.
Segundo os representantes sindicais, muitas empresas públicas privadas — e até algumas instituições — continuam a não cumprir a legislação em vigor, pagando abaixo do previsto ou atrasando a remuneração dos trabalhadores.
"O salário mínimo deve ser um direito garantido e não uma promessa apenas no papel. Sem fiscalização séria, os abusos continuam a atingir milhares de famílias angolanas", afirmou um porta-voz da organização.
A central sindical defende que a Inspeção-Geral do Trabalho e demais órgãos do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) adotem medidas mais firmes, incluindo avaliações exemplares para as entidades que persistem no cargo.
A situação é considerada ainda mais preocupante devido ao actual contexto económico, marcado pela alta de preços em bens de primeira necessidade, o que reduz significativamente o poder de compra dos trabalhadores.
Os sindicatos prometem intensificar a monitorização e manter o tema na agenda pública, alertando que, sem ação imediata, o desrespeito ao salário mínimo poderá agravar a precariedade laboral e aumentar a insatisfação social no país.
